23 de mai de 2018

[Resenha] Um Encontro de Sombras

em 23 de mai de 2018

13 comentários
Livro: Um Encontro de Sombras #2
Série: Tons de Magia
Autora: V. E. Schwab
Editora: Grupo Editorial Record
Páginas: 560
Gênero: Fantasia
Nota: 3.5/5
Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um Tom Mais Escuro de Magia. Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.

Um Encontro de Sombras é aquele tipo de livro que agrada um público específico de leitores de fantasia. Trazendo um desenvolvimento e introdução de uma nova aventura, nele não existe ação ou situações eletrizantes. É o começo de algo maior que virá no terceiro e último volume da trilogia.

Após quatro meses dos acontecimentos de Um Tom Mais Escuro de Magia, a vida de Kell mudou drasticamente. Não sendo tratado como filho pelo rei e pela rainha, tendo sua vida inteiramente ligada ao Rhy e longe da Delilah, ele se culpa por todo o desastre que houve anteriormente. Tendo que lidar com os problemas pessoais sozinho, teremos na Londres Vermelha as preparações para os Jogos Elementais — uma espécie de competição de magia entre os países para entretenimento da população — em que velhos e novos amigos irão se reencontrar.



Realmente fui esperando algo grande e no final quase saio decepcionada. Não sou um público que curte construção de personagens sem ter uma justificativa ou ação por trás. Conhecemos muito o dia-a-dia deles, seus sentimentos, suas personalidades, mas essa concepção não é exatamente uma explicação para algo ocorrendo. Simplificando: não se tem muita dinâmica ou surpresas, vulgo plot twists.

As primeiras 300 páginas é estruturação de protagonistas, deixando a leitura muito arrastada — e apesar da escrita ser boa, 300 páginas é uma quantidade alta. Eu não via a hora de captar algo que poderia causar uma mudança na narrativa ou uma reviravolta que mexeria com tudo transcorrido, e infelizmente isso demora a aparecer — na verdade acho que nem aparece direito. Demora e ainda por cima é incompleta porque é exatamente o gancho que fica para o sucessor. Senti que a autora se perdeu no que queria fazer e foi inserido elementos que no final poderiam ser descartados. É uma pena por que me faz ir para o último com poucas expectativas.

"— O capitão é um dos melhores em Arnes — disse ele. — A maioria dos magos só consegue controlar um elemento. Alguns são duplos. Mas Alucard? Ele é tríade — Ele disse a palavra com admiração." pág. 165

Um dos poucos ponto positivos é a entrada de novos personagens — Alucard e Ojka — sendo um deles favoritado. Alucard trouxe uma boa mexida no enredo, e ele encabeça uma das maiores surpresas da história. Ele possui uma "rixa" com alguém que não posso falar, no entanto o motivo é praticamente impossível de ser adivinhado. Quando li, além de surtar, verifiquei diversas vezes para captar se era efetivamente o que pensava. Victoria conseguiu inserir diversidade de modo sutil.

Os conhecidos Kell e Delilah serão melhores expandidos, porém enxergo falhas que me deixa distante deles. Conhecemos e sabemos das suas dores, entretanto a empatia não aparece. Lila é a que chega mais próxima de uma afinidade. Kell passar por muitos altos e baixos, onde temos bons momentos e outros ruins que nos deixam mais confusos do que esclarecidos. Essa inconstância dele vem desde o anterior, o que demonstra não evolução. Aliás até construção do romance/não romance me incomoda. Por não entendê-los direito, não entendo consequentemente o "casal". Eu espero um melhor desdobramento nessa parte se fatidicamente concretizar — confesso que não acho necessário na obra esse tipo de composição.



Depois de um começo lento, temos sucessões de cenas arrebatadoras que ao chegar ao ápice é interrompido para deixar tensão. É uma preparação para um "boom" que virá no sucessor. A cena final cria expectativas — e mesmo assim cai na obviedade — o que dá um gás para continuar. 

De uma forma geral, vale a pena a leitura por que você é apresentado a algo que crescerá e tomará novas formas. Sozinho, na minha opinião, não funciona até por não apresentar uma grande ligação com o antecessor. Com certeza agradará aqueles que gostaram bastante do universo criado, e que possuem uma grande curiosidade. Acredito que seja aquele narrativa que precisa ser lida no momento certo — ou se você gosta de desenvolvimentos de personagens, a identificação é rápida.

"A verdade era que Lila entendia por que Alucard fizera o que fizera. Porque havia trocado a segurança e o tédio pela aventura. Ela não sabia como era se sentir segura e nunca havia tido o luxo de ficar entediada, mas era como dissera a Kell certa vez: pessoas roubam para permanecer vivas ou para se sentir vivas. Ela só podia imaginar que alguém fugiria pelas mesmas razões." pág. 289

Na parte física a capa segue o padrão já visto, contudo aqui temos um destaque diferente — a Londres Cinza ganha espaço e é compatível com o conteúdo interno. As facas na mão da Lila — acredito que seja ela representada — também tem um significado. Entre as duas conhecidas prefiro a capa do primeiro. A narrativa é feita em terceira pessoa por vários pontos de vistas, sem nenhum erro de ortografia aparente.

Estou a espera do último, alguns burburinhos dizem que sairá esse ano — e eu e torço que concretize. Não sei se lerei logo no lançamento pois como falei não estou animada. Quem sabe até lá a vontade surja?! Espero que tenham gostado!

E vocês, conheciam a trilogia? Conheciam a autora ou tem vontade de ler algo dela? Já leu? Deixa nos comentários <3 

13 comentários :

  1. Tudo bem Ana?!
    Eu conheço a autora é a trilogia sim.
    Tenho aqui na minha estante. Ainda não terminei a leitura, porém amei a escrita da autora.
    Adoro fantasia!
    Beijos.


    www.alempaginas.com

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  2. Oi, Ana!
    Eu gosto muito de fantasia, só fiquei um pouco perdida pela obra ser uma continuação, claro... não sei se me interessaria muito, uma vez que você disse que a leitura no início é arrastada e eu fico um pouco impaciente com livros assim. Acabo deixando de lado, sabe? Mas vou procurar saber um pouco mais sobre o primeiro livro, para poder avaliar melhor. Parabéns pela resenha!

    Um beijo!
    Débora
    http://www.amorlivronico.com.br/

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  3. Eu estou muito curiosa com esse livro, mas eu não imaginava que ainda teria um terceiro volume hahaha achava que seriam só dois mesmo. Enfim, adorei conhecer sua opinião sobre a leitura e espero matar a minha curiosidade em breve.

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  4. Oi Ana, livros grandes costumam ser assim, começam lentos, sem muita ação e eles guardam para o final algo que vai nos fazer querer ler a continuação. No momento não me interessou, primeiro, por ser grande e segundo por não ser livro único. Mas gostei de conhecê-lo melhor.
    Bjos
    Vivi
    http://duaslivreiras.blogspot.com.br

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  5. Oiii Ana

    Poxa 300 páginas até engrenar de vez é realmente bastante coisa. Eu tenho essa trilogia pendente pra ler, espero me surpreender. Ainda nem anunciaram quando publicam a terceira parte nas estou torcendo rpa que seja logo e esperemos que a autora nos traga um bom desfecho.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  6. Apesar de nunca ter lido nada a autora eu conheço a trilogia por conta das resenhas que vou encontrando. Inclusive eu adorei a sinceridade na sua. É uma trilogia que tenho vontade de iniciar por causa do gênero... mas é tão ruim essa sensação de decepção hahauahuah tipo de contar com o final e ter que depender do outro volume pra ter respostas rs

    Beijos
    Sai da Minha Lente

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  7. Olá, como vai? Olha eu conheço a série por causa da minha irmã que gosta muito dela e acabou de dando várias spoilers, principalmente desse segundo livro..rs! Com isso perdi o interesse em lê-los por agora mas, acho que muitos escritores estão perdendo o foco da história nas continuações dos livros, e isso me irrita muito.

    Beijos e Abraços Vivi
    Resenhas da Viviane

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  8. Confesso que me desanima esse tipo de fantasia mais calma, acredito que leitura se arrastaria muito, ainda mais esse excesso de estruturação de protogonista, acho meio desnecessário, tenho pra mim que já teria largado o livro, mas que bom que tem cenas arrebatadoras e eu espero que o último livro se supere, eu passo a dica.

    Abraços.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  9. Olá
    Bol me recomendaram esse livro mas o aviso foi esse : leia quando tiver todos em mãos...
    Foi por esse motivo que não li nenhum ainda kkkkk.
    Gostei do seu post,explicativo e nos deixa a par dos pontos ruins e bons.
    Bjs

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  10. Quando o é uma continuação o início lento acaba atrapalhando muito, principalmente quando vem de um ritmo mais forte do anterior.
    Bjs Rose

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  11. Olá, ótima a sua resenha, uma pena que esse segundo volume não supere o primeiro, comprei ele logo depois de ter lido e amado Um tom mais escuro de magia mas ainda não li.

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  12. Olá,
    sou fã de fantasias e essa série é muito recomendada. Que pena que o segundo livro não funcionou muito. Deve ser o que chamam da maldição do segundo livor. Mas por esse final, esperamos que o último livro seja épico. Não tem jeito, se a gente começa a série, tem que passar por todos os volumes dela. Gostei muito da sua resenha, estou ansiosa para ler.
    bjs.
    Pri.
    http://nastuaspaginas.blogspot.com/

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  13. Ai que fotos lindas, a resenha também está maravilhosa.
    Estou bem curiosa para ler esses livros da V. Shwab, que todos falam tão bem. Mas sei que nem todos gostaram, então estou um pouco apreensiva de não gostar também.
    Bjs Mary

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