20 de nov de 2017

[Resenha] Hal

Sabem aqueles mangás que te deixam um pouco confuso!? Foi o que me aconteceu quando li Hal. A premissa é ótima, possui elementos promissores e os traços também, no entanto o conteúdo deixou um pouco a desejar. Vamos tentar entender o que falhou na comunicação sinopse e entrega.



O mangá nos traz a história da jovem Kurumi que se isolou das pessoas após a morte do seu namorado Hal. Morando em um mundo que humanos convivem com robôs humanoides, seu avô recorre ao uso de um deles para ajudá-la. O robô Q-01 tomará a forma de Hal, o namorado falecido de Kurumi, e aos poucos fará com que ela saia desse seu casulo criado, revivendo o amor desenvolvido. Basicamente está é a sinopse oficial trazida no volume único.

Porém, a medida que vamos conhecendo e analisando o desenvolvimento, percebemos que o resumo é completamente equivocado. Nos é oferecido algo que não é entregado. Com um começo confuso, que mistura cenas atuais e antigas do casal, ele começa a divergir do que é esperado. A medida que viramos as páginas até no momento que um plot twist muda tudo, e é basicamente o final, você realmente se pergunta "o que foi isso tudo?!". Não quero falar porque é spoiler, mas é totalmente fora do planejado ou pelo menos não algo cabível ao que nos era passado.



Para se chegar nesta reviravolta gigante, teríamos que ter pequenas pistas ao longo das páginas. Quando se realiza uma segunda leitura mais calma, as pistas começam a aparecer, entretanto elas te deixam mais confuso com as ações colocadas que deveriam ser ambíguas e não são. Até eu to me tornando confusa em explicar por tão não real que é haha. Aliados a personagens que talvez não te conquistem, Hal torna-se um volume mediano. Não me senti conectada ao nível de sentir a dor dos protagonistas, os seus sofrimentos, e muito menos para tentar entender a confusão que nos é mostrada.

Por ser uma adaptação de um filme, talvez funcione melhor nas telas do que no formato "quadrinho oriental" —  pois ainda não assisti. Os traços utilizados são conhecidos para quem já leu ou conhece Aoharaido afinal no anime o design é da Io Sakisaka, e a do mangá Umi Ayasake não fez nenhum esforço de mudá-lo. O maior ponto positivo da história é mostrar uma relação humana com robôs em um nível aceitável aliado a como perdas, o amor e a vida pode nos modificar. A mensagem, que é uma das partes mais brilhantes deixadas nos mangás, é quase imperceptível numa primeira passagem. Numa segunda leitura tornar-se clara.



Quero ver a adaptação cinematográfica, que é de onde veio a ideia original, pois não consigo aceitar essa transição para o papel tão sem nexo. Tinha tudo para ser algo grande e não foi o que aconteceu na minha opinião. A edição é o que mais chama atenção, com cores vivas nas capas, um marcador como brinde, papel offset — que torna-o mais caro e de melhor qualidade no meio inserido — e capas internas coloridas. Não possui folhas coloridas.

Parece que passei praticamente a resenha inteira falando somente mal, só que convenho a falar que precisa ser lido para formar opinião própria. Assim que terminei li diversas resenhas em que a opinião era compatível com a minha, e outras nem tanto, demonstrando uma certo debate em torno. É bacana e nos faz ter senso autocrítico. Leia por curiosidade.



Ficha técnica

Nome: Hal
Autora: Umi Ayase
Editora: Panini
Volumes: 1
Preço: R$ 16,90
Número de páginas: 184

E vocês, já conheciam o mangá? Tem costume de ler? Deixa nos comentários!

6 comentários :

  1. Carol que fofura de mangá, faz tempo que não leio um que deu certa saudade, com toda certeza eu adoraria ler e acho que também me apaixonaria igual você, além de suas fotos terem ficados lindas demais!
    Beijinhos

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  2. Parece ser um mangá muito fofo, mas não tenho costume de ler, por isso amei conhecer um pouco mais sobre a obra aqui no seu blog.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  3. vi na banca de revistas mas a sinopse dele não me atraiu... ultimamente só venho acompanhando Fullmetal mesmo em mangá xD
    pena que vc não curtiu muito...
    bjs...

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  4. Eita, também observei isso em alguns mangás! Voltei a ler mangá recentemente depois de uns anos (não gosto de comprar porque sempre me vicio kkkkk e dinheiro tá complicado né?) e as sinopses de divulgação e as raras edições que tem algo na capa, me parece que elas se são feitas por quem leu tipo só o primeiro volume ou só uma primeira parte /capítulo. São bem superficiais. Até me decepcionei com Fragmentos do Horror, do Junji Ito, muito por conta disso... tô prestando bem mais atenção, indo atrás de resenha em tudo que é canto (como voce fez depois) pra decidir se vale mesmo a pena, porque ninguém merece, ainda mais quando são aquelas séries intermináveis...

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  5. Olá
    muito legal a sua resenha, eu nunca li nada do gênero mas vejo que muita gente elogia e chego ate a ficar curiosa então quem sabe eu não arrisque, dica anotada

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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  6. Que pena, pareceu ser uma boa história... Mas nem sempre é o pensamos, gostei da resenha!

    Belo post!

    Lendo Ferozmente | Papo Inverso

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