02
ago
2022

[Resenha] O Duque Que Eu Conquistei, Scarlett Peckham

Livro: O Duque Que Eu Conquistei #1
Série:  Segredos da Charlotte Street
Autora: Scarlett Peckham
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Gênero: Romance de Época / Erótico
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Depois de superar a ruína financeira, redimir o nome de sua família e se tornar o mais lendário investidor de Londres, o duque de Westmead precisa garantir a continuidade de seu título e de sua fortuna. A única forma de fazer isso é gerar um herdeiro. Para isso ele tem que arranjar uma esposa que não interfira nos anseios sombrios que ele satisfaz na calada da noite nem faça exigências ao seu coração trancado para o amor. Poppy Cavendish, a ambiciosa florista contratada pela irmã de Westmead para decorar seu salão de baile, não é esse tipo de mulher. Ela sempre lutou contra as convenções sociais para manter a própria independência e, por isso, o matrimônio nunca esteve em seus planos. Mas agora Poppy precisa de capital para expandir seu negócio de plantas exóticas. E a atração que sente pelo duque é tão irresistível que, quando um escândalo acidental torna o casamento com ele o único meio de salvar seu ganha-pão, ela teme querer mais do que o título que ele oferece.

O Duque Que Eu Conquistei é um dos romances de época mais diferentes que já li — e olha que posso afirmar que desbravei diversos exemplares. Sendo o primeiro livro da série Segredos da Charlotte Street da autora Scarlett Peckham, ele é um título perfeito para quem busca algo ímpar no gênero.

Poppy Cavendish é uma florista, um tanto peculiar. Na verdade, dona de um negócio com plantas exóticas, ela precisa de ajuda financeira para conseguir colocar as coisas no eixo. Quando esse auxílio chega na forma de casamento com o duque de Westmead — o mais lendário investidor de Londres — por causa de um escândalo, sua primeira reação é não aceitar. Poppy nunca quis se casar pois sabe que perderá sua autonomia no negócio, então não é a solução mais viável. Entretanto, e se Westmead tornar isso vantajoso para ela? Com segredos e um passado que não quer que seja revelado, com um lado sombrio dele que deseja manter escondido, esse casamento de conveniência será perfeito para ele. O único problema é quando a atração entre eles, faz com que as limitações impostas a essa relação sejam distorcidas.


Scarlett conseguiu fazer com que o seu enredo seja algo maior do que a mera construção de um relacionamento amoroso. Ao inserir elementos de mistérios e segredos dentro da trama, ela faz com que sua história se destaque. Um dos grandes carros-chefes da obra, é o fato dele abordar o universo BDSM em uma conjuntura não contemporânea.

É indiscutível esse ser um dos aspectos que mais chama atenção, pois esse explorar da "cultura" BDSM — bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo — traz uma temática não tão falada nos contextos de época. Esse contraste é bem-vindo, e indiretamente deixa explícito que houve uma necessidade de pesquisa sobre o assunto em séculos passados, principalmente para encaixá-lo adequadamente na narrativa. Se é baseado em fatos verídicos ou se houve licença poética para inventar, não posso afirmar. Contudo, o modo como ela moldou e entrelaçou esse conteúdo dentro da narrativa, é sensacional.

"O que ela queria não era um marido. Era finalmente ser livro, não depender de homens. Toda a sua vida havia sido ditada pelo destino deles: suas mortes que a mergulharam em uma crise atrás da outra; sua caridade que lhe permitira sobreviver, economizar e firmar a tênue base de seus negócios; suas meias-verdades que sabotaram suas ambições. Ela estava cansada de precisar de permissão, dispensa, bondade." pág. 17

Archer e Poppy formam uma dupla e tanto de personagens, que numa visão ampla, fazem uma inversão de papéis curiosa. Poppy é uma mulher determinada, empreendedora e que não abre mão dos seus sonhos e do trabalho. Consigo enxergá-la como uma mulher que domina o ambiente que está e forte nas suas escolhas. Não é a toa, que essas são as características iniciais que fazem Archer se apaixonar por ela, e enfim, se amplificam na vida privada dos dois. Falando sobre o próprio, boa parte das páginas tive uma sensação duvidosa acerca das suas atitudes, porém que após descobrirmos por tudo que passou e seus traumas, é fácil compreender o jeito que agiu no começo.

Não fugimos de encontrar uma emblemática clichê — a falta de um diálogo extenso levando a distorções, desentendimentos e atitudes equivocadas — que, felizmente, no desfecho são resolvidas. Ademais, teremos um casamento de conveniência estilo "padrão", o que leva a existir um desabrochar de sentimento em ritmo cadenciado. O final é dentro do previsível para o gênero, e possui um gancho curioso para o sucessor. Ansiosa para O Conde Que Arruinei!


De uma forma geral, O Duque Que Eu Conquistei é formidável e uma excelente indicação para quem gosta de romances de época! Scarlett Peckham foi uma ótima aposta para novos nomes no mercado, e que na minha opinião acredito que foi uma escolha acertada. Aos fãs de um bom hot, essa série é ideal para vocês.

Na parte física, a capa traz alguns componentes de referência com a sua parte interna — o ambiente com flores, plantas e a chave na mão da mulher — o que torna-a um diferencial. A diagramação é a padrão da editora Arqueiro, e não encontrei erros graves de revisão. A narrativa é feita em terceira pessoa pelos dois pontos de vistas, intercalados.

"A verdade era que realmente o queria. Ela o queria desde o dia em que, parado ao sol do lado de fora da casa dele, esperando uma carruagem, ele lhe contara a verdade sobre ela. E isso a tornava duplamente tola. Pois ela queria a única coisa que ele não estava oferecendo: seu coração." pág. 148

Espero que possam dar uma oportunidade e conhecer. Agora me digam: já ouviram falar de O Duque Que eu Conquistei? O que acharam da proposta? Deixa nos comentários!

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Ana Caroline

Olá, tudo bem? Prazer, me chamo Carol (na realidade Ana Caroline, mas ficamos com Carol!), sou formada em Nutrição pela UNIRIO e tenho 28 anos. Gosto de compartilhar com o mundo um pouco do que eu me apaixonei no universo literário, que é um vício criado na adolescência (culpado Crepúsculo!). Fã de fantasia e de romances (desde os dark até romance de época) e um pouco de suspense, o Leituras Diárias é um lugar onde mostro essa minha paixão pelos livros. Sejam bem-vindos!

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