Livro: Talvez Um Dia
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 368
Gênero: Romance
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💗
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💗
Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.
Talvez Um Dia é um dos meus livros favoritos da Colleen Hoover! Não esperava me apegar com a história — sobretudo pelo fato da temática me deixar apreensiva — contudo, é impossível resistir a química da Sydney com o Ridge. Você se apaixona pelo casal, pela sua história e trajetória.
Sydney em seu aniversário de 22 anos descobre que está sendo traída pela sua melhor amiga e namorado. Ao surpreender os dois no flagra, ela quer ficar o mais longe possível deles — já que dividia seu apartamento com sua "melhor amiga" — e para isso resolve aceitar a ajuda de Ridge. Ridge é seu vizinho que em todas as noites toca violão na varanda. Ele é gentil, carinhoso e possui uma namorada. Com todos esses acontecimentos turbulentos, os dois acabam formando uma amizade, entretanto que evolui para algo mais. E tudo que Sydney não quer, é que a história se repetisse.
Nenhum resumo ou sinopse é capaz de descrever os sentimentos que esse livro proporciona. Na verdade, nem as camadas e a profundidade que o desenvolvimento tem, pois faltará elogios e qualidades suficientes para caracterizar o drama. O fato é: assim como em todos os outros títulos, Colleen Hoover consegue emocionar e tocar o coração do fã de romance + drama. A junção da música, como arte, ao drama novamente dá super certo — já que a autora se tornou expert em trazer nos seus livros, as diferentes formas de arte. E não somente, é louvável a percepção de que o enredo nos conquista por trazer uma construção que aparenta ser verídica e real. Acompanhamos passo a passo da elaboração do relacionamento, do ponto onde a amizade vira algo mais e transforma-se em amor, além de todos os pormenores que nos interliga ao casal.
Cada livro me surpreende ainda mais no quesito personagens. Sydney e Ridge são protagonistas que transpassam muito bem seus sentimentos. Tenho a sensação deles serem bem intensos, e isso acaba impactando a medida que percebemos um "algo mais" sendo desenvolvido. Parece fácil para quem está fora das cenas, torcer e compreender suas justificativas e motivações dos comportamentos e atitudes que tem. No entanto, temos um assunto que é complicado demais para ser resumido do jeito que foi, e isso pode incomodar alguns leitores — para aqueles que como eu, se sentem desconfortável quando se fala em traição.
"Às vezes as palavras podem causar um efeito muito maior no coração do que um beijo." pág. 260
As páginas trazem uma trama com altas doses de tensão e sentimentos de culpabilidade, especialmente, quando os sentimentos dos personagens começa a desabrochar, sendo angustiante e ao mesmo tempo explicável o porquê deles se colocarem nessas situações. Ambos precisam evoluir como pessoas, com relação ao que querem e ao que não querem, em como agir e no que o futuro pode trazer. E esse ápice da angústia, chega quando conhecemos Maggie, a namorada de Ridge.
Ao sermos apresentados ao passado e o modo como ela vive, existem âmbitos que pode nos deixar dividido para quem realmente torcer — sim, teremos um triângulo amoroso. E isso resulta a um ponto onde o livro não tem volta, e as decisões precisam ser tomadas. É notório que o andamento me abala, a ponto de não saber mais o que esperar da cena seguinte. Quando acredito que não possa haver inovação na narrativa, a CoHo vem e quebra todos esses paradigmas.
Confesso que o final do exemplar me lembrou de outro título dela — Um Caso Perdido — sendo algo positivo, na minha opinião. Além dos percalços da vida, devemos amadurecer e saber onde erramos e acertamos num relacionamento. Devemos nos conhecer primeiramente para saber se seguimos em frente ou não, além de ter amor próprio acima de qualquer outra relação. E isso ficou bem claro no desfecho optado pela Sydney. Apesar de se doar para uma pessoa, ela está no topo de suas prioridades.
De uma forma geral não tenho palavras para dizer o quanto sou fã da autora, e Talvez Um Dia me conquistou totalmente — até porque terminei a leitura em apenas 5 horas, o que diz muita coisa sobre. Chorei, sorri, ri, devorei as unhas e fiquei apreensiva, sendo um carrossel de emoções. Acredito que exista lições e reflexões para levar para a vida. O contemporâneo consegue ter essa aproximação com a atualidade, e não temos autora melhor que a Colleen Hoover para explorar.
"Mas é arte. E arte é apenas um meio de expressão. Uma expressão não é o mesmo que um ato, por mais que às vezes parece ser. Compor não é o mesmo que informar diretamente a alguém sobre os seus sentimentos." pág. 201
Na parte física, a capa não é uma das mais bonitas, porém é condizente com a parte interna. A diagramação é a padrão da Galera Record: com o texto espaçado, confortável de ler. Não encontrei erros de português ou ortográficos na revisão. A narrativa é feita em terceira pessoa pelos dois pontos de vistas.
Espero que vocês tenham gostado e possam dar uma oportunidade. E aí vocês, leriam Colleen Hoover? Ou já leram? Deixa nos comentários!