13
jan
2023

[Resenha] Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas, Cassandra Clare

Livro: Cidade das Cinzas #2
Série: Os Instrumentos Mortais
Autora: Cassandra Clare
Páginas: 448
Gênero: Fantasia 
Nota: ⭐⭐⭐⭐+ 0,5
Depois ser apresentada ao Mundo de Sombras e a Jace — um Caçador que tem a aparência de um anjo, mas a língua tão afiada quanto Lúcifer —, Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.


Dando continuidade em Os Instrumentos Mortais, cheguei em Cidade das Cinzas, o segundo volume da primeira trilogia. Estou me divertindo bastante com essas releituras, e  mais uma vez, fui surpreendida com o quanto adorei a história.

Clary agora faz parte e conhece o Mundo das Sombras. Com diversas mortes de jovens do Submundo acontecendo — lobisomens, feiticeiros e fadas apareceram com sangue drenado —, a suspeita inicial é que isso seja algo arquitetado pelos vampiros. Mas, a ameaça de Valentim sobre um guerra contra a Clave está ainda iminente. E se for um plano do Valentim? Desde o roubo do Cálice ele desapareceu sem deixar rastros, e com certeza, está em andamento com seu plano. Qual a ligação dessas duas problemáticas?


Outro desenvolvimento da autora que me contagia a medida que o enredo evolui. Apesar de ter sentido que a trama perdeu um pouco da sua força e da dinâmica pelo meio das páginas, — cenas demasiadas aleatórias — na totalidade é uma leitura que me encantei. A sensação de releitura é muito diferente de uma primeira vez pois você consegue captar detalhes de construção que em uma primeira impressão,  passa desapercebido. Cenas que não me lembravam e as conexões que posteriormente ganharão outros desdobramentos, foram os pontos altos do exemplar.

O meu maior fascínio é o fato da Cassandra Clare enriquecer esse mundo aos poucos, sem perder a trajetória e o andamento dos personagens. A inserção de novas informações acerca desse ambiente, assim como, aprofundarmos em distintos elementos demonstram que a narrativa é bem estruturada. Essa arco dentro do Shadowhunters é voltado a uma elaboração de vilão versus herói, o que pode parecer clichê e/ou padrão do gênero. Entretanto, quando colocamos na balança que é uma abordagem entre o infanto-juvenil e jovem adulto, funciona em volumes iniciais.

" — Diz: Mene mene tekel upharsin. Clary cambaleou. — Não é isso que diz — sussurrou. — Diz abra." pág. 379

Sobre os personagens, fico feliz de vê-los sob novos olhares. Com o drama, tensão e tragédias de modo contínuo, eles são obrigados a amadurecerem rapidamente Mesmo assim, seus momentos descontraídos e divertidos aparecem, balanceando o tanto de apreensão imposta em ombros tão jovens. Inclusive, preciso citar e destacar o Simon, melhor amigo da Clary, que com uma importante transformação aparece de vez nas páginas — confesso que não lembrava sobre essa situação, e fiquei chocada rs.

Seguindo o molde do anterior, a parte final é a que detêm a maior adrenalina do livro, cheio de reviravoltas e ocorrências eletrizantes. Chegamos ao desfecho sedentos de respostas, e encontraremos algumas. A expectativa da eclosão da guerra do Valentim é constante, e é o que alimenta nossa ansiedade em continuar a ler. Claro que não poderia faltar aquela frase final com um enorme gancho para o sucessor, dando um ótimo fim para esse ciclo.


De uma forma geral, Cidade das Cinzas é uma boa continuação de Os Instrumentos Mortais. Não acredito que supere em concepção e criatividade o Cidade dos Ossos, porém deixa em alta qualidade essa sequência. Se você se aventurou no primeiro, esse segundo será também uma experiência legal. Recomendo!

Na parte física, posso falar que sou apaixonada por essa capa metalizada, então só existe elogios para a mesma. A contra capa possui uma arte — igual a do antecessor — e a diagramação é a padrão da Galera Record: texto espaçado e confortável de ler, com detalhes nos inícios de capítulos. A narrativa é feita em terceira pessoa pelo ponto de vista da Clary, na maioria das vezes. Temos como conteúdo extra, um trecho de As Crônicas de Bane — maravilhoso, inclusive!

"— Nunca acredite que o vilão está morto até ver o corpo — disse Simon. — Isso só leva a tristeza e emboscadas inesperadas." pág. 383

Espero que tenham a oportunidade de ler. Agora me digam: já tentaram ler Os Instrumentos Mortais? Tem vontade ou a preguiça de vários livros te faz desistir? Deixa nos comentários!

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Ana Caroline

Olá, tudo bem? Prazer, me chamo Carol (na realidade Ana Caroline, mas ficamos com Carol!), sou formada em Nutrição pela UNIRIO e tenho 28 anos. Gosto de compartilhar com o mundo um pouco do que eu me apaixonei no universo literário, que é um vício criado na adolescência (culpado Crepúsculo!). Fã de fantasia e de romances (desde os dark até romance de época) e um pouco de suspense, o Leituras Diárias é um lugar onde mostro essa minha paixão pelos livros. Sejam bem-vindos!

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