Livro: Casa de Terra e Sangue #1
Série: Cidade da Lua Crescente
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Páginas: 896
Gênero: Fantasia / +18 / Jovem Adulto / Romance
Nota: ⭐⭐⭐⭐
*exemplar cedido pela editora*
Metade feérica e metade humana, Bryce Quinlan ama sua vida. Durante o dia, ela trabalha para um negociante de antiguidades, vendendo artefatos mágicos ilegais. À noite, ela se diverte com os amigos, saboreando todos os prazeres que Lunathion - também conhecida como Crescent City - tem a oferecer. Mas tudo desmorona, quando um assassino implacável abala as estruturas da cidade - e do mundo de Bryce. Dois anos mais tarde, seu trabalho se tornou um beco sem saída, e ela agora busca o esquecimento nas casas noturnas mais famosas da cidade. Mas quando o assassino ataca novamente, Bryce se vê arrastada para uma investigação e juntamente com um infame anjo Caído, cujo próprio passado brutal assombra todos os seus passos. Hunt Athalar, assassino pessoal dos Arcanjos, não quer ter nada a ver com Bryce Quinlan, apesar de ter recebido ordens para protegê-la. Ela defende tudo o que ele, uma vez, se rebelou contra e parece mais interessada em se divertir do que resolver o assassinato. Não importa o quão perto de casa ela possa estar. Mas Hunt logo percebe de que há muito mais em Bryce do que aparenta, e que ele vai ter que encontrar uma maneira de trabalhar com ela, se quiser resolver o caso. Enquanto Bryce e Hunt correm para desvendar o mistério, eles não têm como saber das ameaças que envolvem a cidade através do submundo, através dos continentes em guerra, até os níveis mais escuros do inferno, onde as coisas que estão dormindo durante milênios começam a despertar... Com suspense e personagens inesquecíveis, essa nova série de fantasia ricamente criativa de Sarah J. Maas, explora a dor da perda, o preço da liberdade e o poder do amor.
Finalmente voltei a ler a Sarah J. Maas — depois de um longo tempo que acompanho Trono de Vidro e parei. Casa de Terra e Sangue foi uma leitura que tardou a me conquistar, porém no fim demonstra ser promissora como trilogia. Tenho expectativas para os próximos volumes. Resenha sem spoilers!
Bryce Quinlan é uma semiféerica — metade humana e metade féerica — que tem uma vida totalmente normal para uma jovem de sua idade. Mas tudo muda, quando em uma noite fatídica seus amigos são atacados por um demônio desconhecido. Dois anos depois ocorre um outro ataque do mesmo modus operandi, e uma nova investigação é aberta. Dessa vez Bryce será obrigada a participar ativamente das buscas do culpado e conhecerá o famoso anjo Caído, Hunt Athalar. Ele será delegado a tomar o cargo de comparsa e guardião da Bryce. Juntos, tentarão desvendar os mistérios que acercam essas ocorrências pondo suas vidas em risco, e talvez também, seus corações. Existem demônios e motivações por trás de todos esses ataques.
O livro possui um desenvolvimento que considero intrigante, no entanto com ressalvas. Para um primeiro volume de uma trilogia, o fato de ter 900 páginas pode ser assustador, e essa questão me leva sempre a indagar o quão é necessário todas os pormenores nesse tipo de contexto. Um enredo ser chamado de dinâmico, conseguir trazer todos os seus elementos de criação própria de forma coesa e compacta, para mim é uma qualidade. E aqui, a Sarah peca nesse quesito. Demorei a me conectar com o andamento e personagens, consistindo então numa leitura arrastada até a metade do livro. Descartaria diversas situações que me passaram a sensação de serem enrolações, e isso impactou na minha opinião por inteiro do exemplar.
Ainda assim, consigo encontrar vários aspectos que me agradaram. Cidade da Lua Crescente é um universo singular e se explora muito bem todas as suas vertentes possíveis. A curiosidade de entendê-lo melhor e descobrir suas informações nos move ao longo da trama — a mistura de ímpares seres, magias e mundos foi certeira. Além disso, existe um mistério sendo formado que chama atenção.
"— Porque você finge ser irreverente e preguiçosa, mas, bem no fundo, não desiste. Porque sabe que, se o fizer, então eles vencem. Todos os cuzões, como você os chamou, vencem. Então viver, e viver bem... é o melhor foda-se que você pode dar a eles." pág. 553
Sobre os personagens, Bryce e Hunt me trouxeram um turbilhão de sentimentos, e eu não sei dizer com propriedade se realmente gosto deles ou não. O que posso afirmar neste momento, é que seus comportamentos são intensos tanto em conjunto quanto separados, e demonstraram ter complexidades individuais interessantes. Algumas características impostas a eles me incomodam, entretanto nada que possa ser evoluído ou transformado posteriormente. Tento sempre me ater e lembrar do fato de fui apresentada a 1/3 do todo, então tem muita coisa para rolar.
Sobre o romance, a química é explosiva! Pela classificação ser para maiores de 18 anos, foi dado o direito de usar e abusar das cenas sensuais, sendo uma outra qualidade do título para quem curte. Os casais da Sarah são extremamente shippáveis, então é fácil se apaixonar por essa conjuntura.
Como falei antes, encontramos mistérios aliados a ares investigação, que trazem grandes reviravoltas e acontecimentos. Fui feliz em me surpreender com os plot twists e a constância dos mesmos, o que tornou a parte final carregada e eletrizante. Esse fim fecha a primeira jornada e/ou ciclo apresentado, deixando um pequeno gancho para sucessores. São infinitas possibilidades a serem trabalhadas agora.
De uma forma geral, Casa de Terra e Sangue possui qualidades e defeitos que se balanceiam. Não configura nos meus favoritos do gênero — nem nos da autora — contudo há chances de que eu goste da série como algo único lá na frente. É uma boa dica para quem ama fantasias e que porventura não se incomodam de ler calhamaços. O hype envolta de Crescent City é plausível, só não me ganhou cem porcento.
"Uma vida. Aquelas fotos eram de alguém com uma vida, e uma vida muito boa. Um lembrete do que era ter um lar e alguém que se importava caso vivesse ou morresse. Alguém que o fazia sorrir somente de entrar em um cômodo. O anjo jamais tivera aquilo antes. Com ninguém." pág. 706
Na parte física, a capa é linda e manteve a arte original, assim como o título. A diagramação é a padrão da Galera Record: espaçada e confortável de ler, com detalhes nos inícios de capítulos. Ademais, temos uma divisão de partes também, e a narrativa é feita por diversos pontos de vistas, consistindo como principais o da Bryce e do Hunt em terceira pessoa.
Espero que tenham gostado! Agora me digam: conheciam Crescent City? Ficaram curiosos? Tem pretensões de ler? Deixa nos comentários!