Livro: Cidade de Vidro #3
Série: Os Instrumentos Mortais
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 476
Gênero: Fantasia
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐+💗
O terceiro volume da série best-seller Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare, agora com capa metalizada. Em Cidade de vidro, a já conhecida heroína Clary deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, para salvar a vida de sua mãe, em um coma mágico induzido pelo terrível Valentim. Um homem que quer purificar o mundo de toda criatura que não seja 100% humana ou 100% nephilim. Um detalhe: entrar em Alicante sem permissão é contra a lei e pode significar a morte.
E cheguei ao final do primeiro arco de Os Instrumentos Mortais, com Cidade de Vidro: o terceiro volume que encerra esse ciclo de forma sensacional — realmente adorei — e torna-se um dos meus favoritos!
Chegamos ao capítulo final da batalha de Valentim contra a Clave. Em posse de dois dos Instrumentos Mortais, ele está próximo de atingir seu objetivo final. E mais do que nunca, os Caçadores de Sombras precisam da ajuda do Submundo para tentar vencer essa iminente guerra. Mas será que os Caçadores de Sombras — que sempre julgaram lobisomens, fadas e vampiros como seres inferiores à eles — deixarão isso acontecer? Será que é possível esse tipo de união?
Um desenvolvimento que pode ser resumido em: surtos atrás de surtos. Não recordava o tanto de revelações e guinadas em um intervalo tão curto de tempo. Isso me animou a medida que as páginas iam passando, de forma que me senti conectada com a trama. Muitas hipóteses levantadas em Cidade dos Ossos só foram respondidas agora, o que desencadeia a sensação de uma estruturação planejada — com começo, meio e fim bem definidos. A escrita da Cassandra Clare é formidável, e em opinião pessoal, uma das melhores de fantasia.
Aponto como um dos pontos altos da narrativa, a questão das informações novas serem inseridas a todo momento sem a perda da dinâmica de construção do andamento — é por isso que Os Instrumentos Mortais pode ser lido de três em três volumes. Inicialmente, era para ser uma trilogia, que se encerra, e posteriormente a autora criou outra trilogia dentro desse mesmo ambiente. Tal como nos antecessores, captei as referências entre as séries do universo, o que só foi possível por ser uma releitura. É sensacional ver detalhes que em uma primeira instância não chamam atenção, ganhando formas e encorpo mais a frente.
"— Que vocês precisam de nós — disse Luke. — Para derrotar Valentim, precisam da nossa ajuda. Não apenas da ajuda dos licantropes, mas de todos os membros do Submundo." pág. 231
Fico muito feliz em poder dizer que os personagens não são os mesmos que nos foram apresentados em Cidade dos Ossos, que cresceram, amadureceram e souberam lidar com a realidade dura da guerra. Jace é o que me surpreende nesse quesito, demonstrando que apesar da personalidade e comportamentos levianos, conserva um lado sério quando necessário. Além dele, Clary, Simon, Isabelle, Alec, Magnus e Maia merecem elogios, o que faz com que o grupo, na totalidade, seja coeso e ótimo. Tenho que falar sobre uma morte que apesar de não ser novidade para mim — por saber que ocorreria — me abalou da mesma maneira que antes. Aprendemos desde o início, que Cassandra Clare não poupa ninguém das tragédias rs.
Não poderia faltar reviravoltas e aventuras ao longo das páginas, que perto do fim ganham ares acelerados e tensos. Estamos preparados para a eclosão da guerra — algo conversado e falado desde o início — entretanto, ainda assim, altas são as chances de choques e espanto com os desdobramentos. O desfecho chega com impacto, e adoro o fato de ter um epílogo que fecha toda essa trajetória de modo redondo. Definitivamente, é a melhor parte do contexto.
De uma forma geral, sou suspeita para recomendar Cidade de Vidro. É perceptível que me apaixonei! Uma série que gostei na adolescência, e permanece no coração com a releitura. E será interessante fazer, adiante, o paralelo da escrita da autora de quando ela começou e agora depois de, no mínimo, dez anos no mercado literário. Conheçam!
Na parte física, continuarei com os elogios porque amo as capas metalizadas, e essas artes são sensacionais. A diagramação é a padrão da editora Galera Record: com texto espaçado e confortável de ler. Desta vez temos como conteúdo extra a carta que Jace deixa para a Clary em uma determinada cena da história. A narrativa é feita em terceira pessoal, majoritariamente pelo ponto de vista da Clary.
"— Não dá para fingir — disse Jace, objetivo. — Eu amo você, e vou amar até morrer, e se houver vida depois disso, vou amar também." pág. 295
Espero que possam dar uma oportunidade. Agora me digam: já leram ou conhecem Os Instrumentos Mortais? Leriam? Deixa nos comentários!
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